30.6.06

Destaque honroso ao Pantalassa

Através do blog Planície Heróica ficámos a saber do destaque que é dado ao Pantalassa na revista Nova Vaga pela mão do amigo de longa data Carvalho Fernandes, autor ele próprio de um antigo e excelente blog, o Fumaças. Vaidade, mas humilde vaidade! Obrigado! (Extensivo ao comentário elogioso do Planície Heróica, que desconheciamos, mas que vanos passar a acompanhar)
Prometemos trabalhar e, acima de tudo, gozar!

29.6.06

Mundial de Futebol / Copa do Mundo

Fotografia em Vanity Fair
A pedido do amigo e irmão timorense ER'D, falemos então do Mundial e do Portugal-Inglaterra. Figo diz, e bem, que «Não podemos pensar em ser campeões se não conseguirmos bater Inglaterra". (via Público)
Eu concordo com ele! :)

Opinião dos leitores

parece que finalmente começo a perceber as coisas (e o que está realmente em causa)! por mais básicas e simplistas que sejam as motivações, se calhar é mesmo assim_ as "razões" das guerras são quase sempre só e apenas económicas! mas para que é que tipos como o Xanana e o Ramos Horta querem o dinheiro? é uma enorme infelicidade que no acordo sobre o petróleo não reservar pelo menos 50% num fundo para as gerações futuras_ como na Noruega_

João C.

Timor-Leste: textos importantes

Elementar, meu caro Watson!...
Nem os partidos da oposição nem o seu líder (XG) poderiam, sequer, sonhar que a FRETILIN estivesse nos comandos do "barco" aquando das eleições de 2007.
E quando o dinheiro do petróleo ia, pela primeira vez, começar a ser utilizado "em grande" para financiamento do Orçamento e dos mais diversos projectos --- a proposta do OGE de 2006-07 do actual Governo é quase o triplo do Orçamento actual, de 2005/06 ---, é evidente que eles temeram que isso significasse uma melhoria efectiva das condições de vida da população.Ora isso poderia significar que o seu acesso ao poder e ao "bolo" do petróleo ficaria adiado pelo menos por mais cinco --- se não vinte e cinco... --- anos. Ainda por cima com os elogios dos doadores, incluindo o Banco Mundial, na última reunião...
Por isso este foi, para a "golpada", o timing certo... O objectivo não é, pois, retirar apenas Mari Alkatiri do Palácio do Governo embora ele tenha "tudo" contra ele (é um bocado "cara de pau", esteve 25 anos no exterior e... pior do piorio para muitos, é muçulmano, embora nunca ninguém o tenha visto a fazer nenhuma das cinco rezas diárias).
O verdadeiro objectivo é retirar o poder à FRETILIN. Ponto! Só quando tal estiver conseguido é que a "obra" estará completa! O facto de ela ter a maioria no actual Parlamento Nacional é apenas um “pequeno” contratempo ultrapassável (será assim tão facilmente como alguns parecem pensar?).
Todos o sabem mas parece que é mais fácil disfarçar e apresentar as coisas "às mijinhas"!... [sublinhado nosso]
Mas então e a Austrália e o petróleo, etc? "Peanuts"! A maior parte do que havia a decidir sobre o petróleo com o governo australiano já está decidido. A instalação da segunda fábrica de liquefação de gás em Darwin ou no Suai não me parece ser razão suficiente para a Austrália tomar a iniciativa desta alhada toda. Mas que aproveitou a boleia e que, eventualmente, estava avisada do que ia acontecer, isso é evidente. E aqui e ali até poderá ter dado alguns "palpites" para tornar "a coisa" mais eficaz...
Mas não tenhamos dúvidas: o principal "probrema" é a luta intra-Timor Leste pelo controlo do "bolo". Ora os "pequenos partidos" nunca perdoaram à FRETILIN que ela não quisesse reparti-lo sob a forma de um governo "de unidade nacional"!
É exactamente a mesma lógica a que os timorenses estão habituados no quadro das "famílias alargadas" em que a maioria vive: quem tem alguma coisa tem de repartir com o resto da família.Um(a) antigo(a) ministro(a) de Timor Leste chegou a confessar-me que o seu ordenado mensal mal chegava ao fim do mês porque no dia em que o recebia caía lá em casa toda a casta de "primos", "primas" e "tius" a "cobrar" a sua parte do "bolo".
Uma parte do que se passa é, pois e no limite, o resultado do confronto de duas lógicas: a da modernidade e a da "tradição". Quem quis actuar pela lógica da modernidade sem grandes concessões à lógica da "tradição" deu-se mal... [sublinhado nosso] Até porque o "pai de todos" --- que ultimamente tem tido principalmente um comportamento de “fura bolos” --- sempre se sentiu mais à vontade na pele de "liurai" que na de Presidente democrático.
O grande problema é saber se, a verificar-se uma efectiva alteração das lógicas dominantes, a que assumir o poder tem capacidade de resolver os problemas do país, nomeadamente o do desemprego. Tenho para mim e para os meus botões que só muito dificilmente o conseguirá.
A não ser que adopte a lógica indonésia de "distribuir" empregos na função pública para "calar" as pessoas já que não consegue criar suficientes empregos “à séria”, daqueles que o Carlos Marques -- topam o quero dizer?!... :) -- considerava como os únicos verdadeiramente produtivos.
É disso que a "rapaziada" que anda na rua a atirar pedras e a deitar fogo às casas está à espera e em devido tempo apresentará a factura. A alternativa é queimar mais casas e atirar mais pedras dentro de 3-4 anos, o tempo que a “panela de pressão” leva a “encher”...
A legislação do Fundo do Petróleo, ao (erradamente...) não impor limites ao uso desses recursos para financiamento de despesas correntes do Estado, deixou a porta aberta para a implementação de tal política.
"Elementar, meu caro Watson!..."
PS - o que está acima é, quanto a mim o "pano de fundo" de toda a crise. Mas, como disse, a Austrália não é completamente alheia a estas coisas... E mesmo que seja em relação à sua origem não o será em relação à sua conclusão. A "factura" a cobrar por esta poderá incluir muitas e variegadas coisas, nomeadamente a aceitação, por Timor Leste, de que a segunda fábrica de liquefação do gás seja, de facto, instalada em Darwin. E lá se vão os sonhos de Mari Alkatiri de ela servir de base a um surto significativo de desenvolvimento do país com base na indústria petrolífera e que permitisse criar um número apreciável de empregos. Exactamente os empregos que os bandos de "putos" andam a "queimar" ao atirarem pedras e queimarem casas...
Manuel Leiria de Almeida in
Do Alto do Tatamailau
~
O texto mais claro e clarificador de toda esta crise, a que eu continuo a acrescentar que a oposição sem apoios mais estruturantes, externos, não conseguia fazer isto.

Opinião dos leitores

pensar que aqueles que mais lutaram pela independência, que deram a cara e o corpo por essa luta, estão agora a trair o seu povo, a sua história e a sua luta, e a virar-se contra o país que mais os apoiou na luta pela independência (por imperativos morais, problemas de consciência e solidariedade genuina) e a favor do país que foi o maior obstáculo a essa mesma independência (por interesses económicos e estratégicos), parece-me demais! acho muito difícil trocar assim o SL Benfica pelo Sidney FC!
Carlos C.

Opinião dos leitores (de Díli)

HOY meus amigos... vamos esquecer um bocadinho da politica. Espero que se metessem 1 forum sobre o jogo de portugal vs inglaterra?? e vamos apoiar PORTUGAL!! afinal de contas estes jogadores sempre apoiaram Timor. Depois vamos cantinuar viva xanana, alkatiri etc. Portugal.....Portugal.....Portugal
A luta continua e sem fim....
ER'D

Opinião dos leitores (de Díli)

Se Marí Alkatiri não demitiu-se no seu cargo acho que Timor vai dizimar/exterminar, porque há evidencia que mostra Marí quer matar o seu povo através de orden que ele deu ao F-FDTL e distribuição de armas ao civis que nos vimos no programa de "Four Corner" transmitido pela canal de "ABC".
Ele (Marí) é provocator, procura o apoio do partido "FRETELIN" com a qulquer maneira para conseguir os seus objectivos e por outro lado os apoiantes deles só pensam em dinheiro mas não pensam viver em tranquilidade.vamos construir um estado democratico que todos possam participar no processo de desenvolvimento de um novo Timor.
VIVA UNIDADE NACIONAL !!!!
"O LORI KILAT ATU OHO SE? O OHO RASIK O NIAN MALUK TIMOR OAN, E ARABI MAK UKUN NAFATIN, NO O MAK HAKRUK NAFATIN BA ARABI"
VIVA TIMOR !!!!
ER'D

28.6.06

Opinião dos leitores

será que existe um complot anglo-saxónico para o domínio do mundo? acho que não!mas acho estranho que os dirigentes timorenses, perante as dificuldades, não tenham pedido ajuda às Nações Unidas em vez de pedirem ajuda à Austrália + Malásia + Portugal_ uma força comandada pelas N.U. é muito mais fácil de enviar de volta (as tropas das N.U., por falta de dinheiro e de interesses próprios, estão sempre prontas a retirar)_ com os australianos já não será assim tão fácil...mas tenho esperança que tudo acabará por correr bem_ uma aventura australiana por aquelas paragens poderá custar bem caro, bem mais do que todo o petróleo que consigam extrair do mar de Timor (que o digam os indonésios)... a aventura indonésia foi uma tragédia para o povo timorense_ mas a Indonésia era uma ditadura e a Austrália é uma democracia com uma forte e interventiva opinião pública_
Carlos C

Opinião dos leitores

Acho estranho as faixas escritas em inglês que abundam nas manifestções em Dil. Todos sabesmos que poucos Timorenses falam inglês e poucos seriam capazes de escrever as faixas. Pese esta estranheza, não defendo o discurso de que a Australia tem culpa. E penso que ele é perigoso. Por várias razões: primeiro porque não é justo fazê-lo. Segundo, porque a ser injusto,pode pertubar a região e o desenvolvimento de Timor. Terceiro e mais importante, porque Timor corre o risco de se tornar "africano". Nos países africanos "espalhou-se" a teoria dos intereses internacionais, desculpando-se os líderes africanos dos crimes mais horrendos contra a sua população e a mais gritante corrupção. Africa pode ter sofrido pelos interesses externos, mas sofre muito mais pelos interesses internos. Ora para mim, é exactamente isso que está a acontecer em Timor... a que se junta a fome, a falta de acesso à educação, o desemprego, os primeiros passos do sistema de justiça... Um abraço, Nocas

Timor

Tantos são os comentários referindo as questões internas de Timor como justificação para o que se está a passar, excluindo a "má vontade dos australianos" (que todos apenas queremos reputar de má vontade do governo australiano, claro), que julgo poder resumir a verdade, embora complexa, certamente, a esta imagem: os problemas internos socio-económicos (pobreza, falta de quadros técnicos, falta de estruturas do Estado, empresariais, "educação dos jovens à indonésia") e histórico-políticos (divisões graves interpartidárias; luta desesperada pelo poder de alguns elementos da oposição à Fretilin, que está a fazer um bom trabalho de governação, apesar de tudo, apesar de muitos erros), nomeadamente de 75, são a lenha, mas os interesses externos, claramente com a Austrália à cabeça (inclui-se aqui o Governo!), acendem o fogo e sopra, sopram, sopram!
Não adianta virem com as questões étnicas, políticas, etc. Get real!

Timor, 1980

Capa do "Jornal Português de Economia & Finanças"
Ano XXV, N.º 435, 29 de Outubro a 4 de Novembro de 1980
Dizeres mais difíceis de ler:
"Irmão, deixa a Fretilin e pensa nos teus filhos"
"Maubere ó keta beik! Ó mak sirbiço mate! Comunista sira mak tur bá ossan leten."
Algo familiar?

Timor-Leste: textos importantes

1. «The Washington Post, By David Fox, Reuters, Terça-feira, Junho 27, 2006; 7:32 AM
DILI (Reuters) – Milhares de apoiantes do desapropriado Primeiro-Ministro de Timor-Leste Mari Alkatiri juntaram-se fora da capital na terça-feira, um dia depois do Primeiro-Ministro ter resignado no seguimento de uma semana de protesto contra a sua governação» via Timor Online (continue a ler)
2. «Supporters rally behind Alkatiri
BBC, 27.06.2006
The display prompted worries of further tensionsThousands of supporters of East Timor's former PM Mari Alkatiri rallied outside Dili on Tuesday, saying they wanted to march into the capital.But Mr Alkatiri, who resigned amid mounting criticism of his handling of weeks of unrest, urged them to wait "a day or two" before entering the city.» via Timor Online (continue a ler)
3. E o que é isto? Alguma brincadeira? No Timor Online pode ver-se esta foto com o seguinte texto:

Fotografia de José Ramos Horta com a embaixadora australiana, Margaret Twomey, na noite do dia em que Mari Alkatiri apresentou a demissão.

Dos leitores: Hi, you might be interested in this email with photos, which is circulating around Dili after the party the Australian Ambassador to East Timor set up at short notice with Jose Ramos Horta Monday night – once Alkatiri had resigned that afternoon. I gather Twomey sent this email to her local staff - pretty good timing, huh? I think that "Bad result" means Australia lost to Italy - definitely not referring to the political events of the day. You might think she would have some decency to be a bit more subtle, given the criticisms out there about meddling with Timorese politics, the constitutional crisis, and that Horta was pivotal in bringing about Alkatiri's resignation.

Margaret Twomey/People/DFATL27/06/2006 11:05 AM

Cc Dili A-Based

Subject Bad result, but good party!A couple of photographic souvenirs from last night....And many thanks to those who organised things so quickly!

27.6.06

Opinião dos leitores

Conseguimos um objectivo!!!Viva!!!
Mas cuidado com os compaheiros do X Primeiro-Ministro Mari Alkatiri!
Espero que parlamento também vai dissolver hoje.
O lugar do Sr. Alkatiri não é no parlamento,mas na presão BECORA.
Viva Unidade Nacional!
Anónimo
~
infelizmente os problemas e as dificuldades de Timor não se resolvem (apenas) com a demissão do Alkatiri ou com novas eleições_ os problemas são mais profundos e difíceis_ e a sua resolução é possível apenas com a colaboração e a união de todos os timorenses (e com a ajuda de toda comunidade internacional)_ todos juntos não são muitos_ separados não chegam a lado nenhum_
João C

Opinião dos leitores

na minha modesta opinião o Mari Alkatiri é genuinamente impopular, ou pelo menos pouco popular_ e isto é mais fruto da sua atitude (personalidade?) do que de campanhas internas e externas (que existem) contra ele_ considero que ele é pouco dialogante, que fala apenas com um grupo restrito de pessoas, possivelmente apenas os companheiros de exílio, e não com todas as sensibilidades_ considero-o honesto, talvez até seja competente mas é difícil de avaliar (não há muitos pontos de comparação)_ ele sempre foi uma carta fora do baralho em Timor (muçulmano laico, de origem estrangeira)_a teoria do complot relativamente à Austrália é cada vez mais popular mas não sei se corresponde verdadeiramente à realidade_ pensar que eles gostariam de dominar Timor por causa do petróleo acho que é demais: 30 mil milhões de dólares ao longo de 20 ou 30 anos é uma gota de água na economia australiana (apesar da importância estratégica)_ se essa tentativa de dominação existe, e alguns sinais parecem indicar isso, será mais por objectivos estratégicos (uma base junto à Indonésia) e por orgulho nacional (neo-colonialismo depois da perda da Papua-Nova Guiné)_ mas fazer os australianos os maus da fita em todo este filme acho que é exagerado_ afinal quem é que apelou à intervenção dos militares australianos, não foi o governo timorense?a história de Timor é uma história de conflitos internos entre os diferentes reinos, etnias, línguas, regiões_ uma obra fundamental para perceber toda a confusão, falta de identidade nacional, conflituosidade e guerras internas é a história da colonização portuguesa descrita nos 4 volumes da obra "Timor na História de Portugal" de Luna de Oliveira, reeditado pela Fundação Oriente em 2004_
oão C

Timor-Leste: textos importantes

1. «A história da independência de Timor-leste é também a história das piruetas dos australianos e das suas tentativas de deitar mão aos vastos depósitos petrolíferos nos mares envolventes, actualmente avaliados em mais de 30 mil milhões de dólares. Contudo, a Austrália sempre pintou o seu apoio à independência timorense como uma missão «humanitária» e de defesa dos «direitos humanos». Ainda hoje os meios de informação reflectem isso.» (continue a ler em Timor Online)
2. Conselho de Estado timorense aprova prorrogação das medidas de emergência, no PÚBLICO
3. «Há três anos, escrevi uma peça sobre as tentativas de correr com o PM Mari Alkatiri em Timor Leste, então uma nova nação independente que porfiava. Escrevi que acreditava que os USA e a Austrália estavam determinados a correr com o líder timorense, devido à sua posição dura sobre o petróleo e o gás, a sua determinação em não aceitar empréstimos internacionais, e o desejo deles de verem tomar o poder o Presidente Xanana Gusmão, amigo da Austrália.» Maryann Keady in Informação Alternativa (continue a ler)
4. «After hanging on to his tenuous position for weeks, Timor Leste's unpopular Prime Minister Mari Alkatiri finally succumbed to pressure and handed in a resignation letter yesterday.But analysts warn that his departure does not necessarily spell the end of unrest and violence in the impoverished country.» Marianne Kearney in Jakarta (continue a ler via Timor Online)

Fotografias de Timor e Cartas de Díli X

Olá irmão,
Até que enfim ouvi o ruído da voz de “Unidade Nacional” aqui em Timor.
Estamos a esperar a demissão do primeiro-ministro Mari Alkatiri.
Estou também participei na manifestação que exigiu a demissão de Mari Alkatiri da sua posição de primeiro-ministro de Timor.
Graças a Deus até agora não há acções violentas dos manifestantes.
Reza por nós para não acontecerem acções violentas depois de haver uma decisão do governo actual.
Não esqueço de dar parabéns à selecção portuguesa que passou para quartos de final da taça mundial do futebol.
No anexo vão algumas fotografias da manifestação anti Alkatiri em Díli.
Haku’ak bo’ot
(fotografias de DD enviadas de Díli, 26/06/2006)

26.6.06

Dias

(Desculpem-me a partilha)
Como é triste ver os dias passarem e os problemas não passarem. Olhar na face de quem sofre e que sente a angústia de os dias acabarem, o medo de não poder concretizar os sonhos. Tantos sonhos, tantos amigos, tantas conversas, tantos concertos, tantas viagens, tantos jantares, tantos…Será a vida justa?
Talvez isto tudo passe e a face volte à tranquilidade.

Mari Alkatiri à beira da demissão

Sem duvida uma decisão acertada (pelo menos assim espero). É de louvar a atitude de Alkatiri. Timor precisa de mudança, de um novo cenário, para que aos poucos a situação se resolva. Quanto mais tempo se arrasta o problema mais difícil será de tratar as feridas. Espero que bons ventos surgem daqui para diante.

Foi para isto que tantos sofreram e lutaram?!

(imagem do Timor Online)
É vergonhoso! Ainda gostava de me ver a dar razão àqueles que no início dos anos 90 me chamavam doido por me querer envolver e envolver os outros na Luta pela Independ~encia de Timor! Voltam a aparecer aqueles timorenses que não querem fazer nenhum, não querem trabalhar e vivem do vício! A mesma gente que estava nas milícias pró-indonésia, que vive de expedientes fáceis, como seja receber uns trocos às escondidas para apresentar umas faixas por aí! É triste!
~
Alkatiri fez-lhes a vontade! Agora queremos entender o que aí vem. Espero sinceramente que Xanana saiba o que está a fazer. Como será a sucessão?
~
A declaração do Dr. Mari Alkatiri, Primeiro-Ministro:
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
DECLARAÇÃO
Tendo reflectido com profundidade necessária sobre a situação vivida no país;
Considerando que acima de todos os interesses, estão os interesses da nossa nação;
Assumindo a minha parte das responsabilidades pela crise por que mergulhou o pais;
Recusando-me terminantemente contribuir para o aprofundamento da crise;
Reconhecendo que todo o povo merece viver um clima de paz e tranquilidade;
Esperando de todos os militantes e simpatizantes da FRETILIN toda a compreensão e apoio;
Declaro:
Pronto a resignar-me do meu cargo de Primeiro-Ministro e do Governo da RDTL para evitar eventual resignação do Presidente da República
Pronto a manter com Sua Excia o Senhor Presidente da República diálogos no sentido de contribuir, se necessário, para a formação do governo interino
Pronto em contribuir na apresentação do orçamento de Estado no Parlamento nacional.
Mais declaro que passo a assumir as minhas funções de deputado no Parlamento Nacional até ao fim do meu mandato.
Dili, 26 de Junho de 2006
Mari Alkatiri, Primeiro-Ministro
via Malai Azul
~
É notável que tenha sido o único até agora a assumir a sua quota parte de responsabilidade na crise!

25.6.06

Portugal-Holanda

1. Começou a segunda parte, mas isto vai ser difícil
2. Uma laranja a menos, o que não quer dizer nada, mas repõe alguma justiça de números
3. Deco expulso de forma injusta
4. Mais uma laranja fora, e podre, porque aqui a minha vertente hooligan não resiste
5. O árbitro prejudicou-nos
6. A atitude miserável dos jogadores holandeses também, mas foram para casa!
~
Estamos no quartos, que maravilha! Lindo! E esta soube a ginjas! Foi bem suada!

Ovídeo Amaral demite-se

É preciso começar a ter em atenção este novo dado:
Díli, 15 Jun (Lusa) - O ministro dos Transportes timorense, Ovideo Amaral, apresentou hoje a demissão ao primeiro-ministro Mari Alkatiri, confirmou o próprio à Agência Lusa."Apresentei o meu pedido de demissão porque não concordo com o facto da FRETILIN não ter aceite a demissão de Alkatiri. Já morreram pessoas, há dezenas de milhares de timorenses deslocados nos campos de acolhimento e isto não pode continuar", disse o ministro demissionário.Questionado sobre se a FRETILIN devia ter aceite o pedido de demissão de Mari Alkatiri, Ovídeo Amaral respondeu que "essa era a única decisão acertada".A FRETILIN apelou hoje ao Presidente da República timorense, Xanana Gusmão e ao primeiro-ministro Mari Alkatiri para que se mantenham em funções, anunciou o presidente do partido, Francisco Guterres "Lu-Olo", em conferência de imprensa.Francisco Guterres falava aos jornalistas após a reunião do comité central da FRETILIN, que decorreu na sua sede em Díli, e que demorou cerca de sete horas.EL/CC.
~
A demissão do Ramos Horta já não sabemos o que quer dizer, se é verdade ou não.

No Timor Online

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN
REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO COMITÉ CENTRAL DA FRETILIN
RESOLUÇÃO
O Comité Central da FRETILIN, reunido em sessão extraordinária em Dili, no dia 25.06.06 tendo como ponto único da sua agenda, a análise da situação da crise no País e possíveis medidas para a resolução da mesma:
Considerando nomeadamente:
A necessidade de garantir o Estado de Direito Democrático com respeito pela Constituicao e pelas leis;
A exigência apresentada por S. Exa o Presidente da República para que S. Exa o Primeiro Ministro apresente a sua resignação;
A necessidade de se encontrarem mecanismos políticos e judiciais adequados para os conflitos ocorridos de 28 de Abril a 25 de Junho;
A urgência de se encetar o dialogo e as conversações com S.Exa o Presidente da República;
A urgência de se solicitar o envolvimento de instituições e mediadores internacionais credíveis, na busca de uma solução duradoura;
Decide:
Reafirmar que a FRETILIN tem total disponibilidade para tudo fazer no sentido de encontrar uma solução duradoura para a crise instalada;
A solução deve ser encontrada respeitando a Constituição e as leis;A solução deve ser construída com base no diálogo e no consenso nacional;
Apelar a S.Exa o Presidente da República e S.Exa o Primeiro Ministro para não se demitirem das suas responsabilidades constitucionais de forma a contribuírem construtivamente para a resolução da presente crise politica.
A FRETILIN propõe-se, nesta ordem de ideias:
Iniciar contactos visando o diálogo com S.Exca o Presidente da República;
Solicitar apoio a Igreja Católica e outras confissões religiosas com vista a solução da crise;
Solicitar encontros com os partidos políticos e as organizações da sociedade civil para o mesmo fim;
Exigir às entidades competentes que actuem de forma a garantir a detenção e o rápido julgamento, dos cidadãos indiciados do cometimento de crimes durante este período;
Acompanhar de perto as investigações sobre o descaminho e distribuição ilegal de armas e verificar acerca da alegada responsabilidade e envolvimento de quadros e militantes da FRETILIN;
Exigir o desarmamento de todos os grupos irregulares e das pessoas armadas;
Iniciar os processos-crime por difamação de que tem sido vítima a FRETILIN;
Contribuir para repor o respeito pela lei e pela ordem pública, de modo a devolver à sociedade o clima de estabilidade, paz e normalidade política, social e económica;
Dili, 25 de Junho de 2006
Francisco G. Lu Olo, Presidente
Mari Alkatiri, Secretário Geral

Portugal-Holanda

1. Os holandeses já deram uma cacetada no miúdo
2. Grande golo de Maniche
3. Conseguiram colocar-nos o miúdo na rua
4. Costinha faz asneira, mete a mão à bola, e é expulso

No Bloguítica

Posts 917 e 918: «O fim da idade da inocência» e «O mediador internacional»«100% de acordo consigo. Incluindo no que concerne à RPC [China] cuja estratégia vem das lições de Estaline: "Espetas a faca, se encontrares osso, tira depressa. Espera que se ponha a jeito e espeta ao lado. Repete o gesto até a faca entrar toda".A reunião do CCF [Comité Central da FRETILIN] era a janela de oportunidade para a FRETILIN apresentar uma alternativa aceitável pelo PR [Presidente da República], que lhe permitisse salvar a face e ao mesmo tempo permitir a negociação de condições quanto à Lei eleitoral, data das eleições, investigação dos crimes, posicionamento das forças estrangeiras, mediação internacional, etc...Ao mesmo tempo, e como quem não deve não teme, Alkatiri ficaria livre para, sem o ónus da posição de PM [Primeiro-Ministro], poder dizer o que entre dentes tem querido dizer. A menos que deva e como tal, tema.Mas infelizmente, "the game is not over until it’s over".
O mediador que lá caiu de pára-quedas, ou talvez não, infelizmente não tem o peso que se impõe neste momento e vai ser boicotado pelos Australianos. Estes, não vão permitir que Xanana o oiça sequer. Nem Xanana nem Ramos Horta. Hão-de recebê-lo cortesmente e mais nada.Quanto à divisão dentro da FRETILIN, ela não vai ser tanto por questões ideológicas como a princípio pareceria (essas, creio, eram insignificantes), mas de posicionamento pessoal para apanhar as migalhas que sobrarem na futura repartição do poder.
E isto tudo é triste, muito triste. Porque mais ninguém em Timor-Leste tem o estofo, a vontade, o interesse e a argúcia de Mari Alkatari para levantar um Estado a partir do nada, criar Instituições, planear o futuro a médio e longo prazo e manter a independência em relação aos interesses circundantes. Infelizmente, não resistiu à tentação de tentar perpetuar o partido no poder. Alkatiri era necessário a Timor-Leste mais uma legislatura. Mas queria permanecer mais dez ou vinte legislaturas. E essa ambição da visão messiânica da FRETILIN como única e legítima herdeira da resistência deitou tudo a perder e fez Timor recuar pelo menos 5 anos no processo de desenvolvimento.Presumo que o próximo passo, o único que resta, é a dissolução do Parlamento. Não sei quem irá chefiar o futuro governo de salvação nacional. Mas seja quem for vai rapidamente perceber, se é que não está já assim combinado, que lhe vão ser cobrados com juros à cabeça, o favor de afastarem a FRETILIN do poder. No worries mate.Resta-nos esperar que o desespero de quem sair a perder, não transforme Timor-Leste numa Somália do Sudeste Asiático, porque aí a independência ficará perdida por muitos e longos anos. E só será restaurada quando ficarem exauridos os recursos e garantida a lealdade e obediência à ordem regional dominante.»
João Tavares

Francisco José Viegas

PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCRITORES
Do seu discurso, que publico na íntegra em Povos*Lusofonia, por ser um tributo à língua portuguesa, fica aqui este pequeno excerto:
«(...)Eu escrevo histórias, portanto, e gosto da palavra “poeira”. Tal como gosto da palavra “perturbação”. Da palavra “paisagem”, da palavra “lugar”.
Talvez por isso, por eu gostar de escrever histórias que algum dia me comoveram, não posso falar em nome dos outros nem acho que o trabalho do escritor, seja ele contador de histórias ou não, deva ser realizado em nome de outra coisa senão da alegria de escrever e, por interpostas pessoas, da alegria de ler. (...)»
Parabéns Francisco José Viegas, parabéns APE!
~
Fica aqui a mensagem que deixei ao FJV no seu blog A Origem das Espécies:
Mais uma vez, os meus sinceros parabéns. Releio o livro.
E gostei muito de "ouvir" este discurso, sincero, novo, límpido. Ah que saudade desta simplicidade das coisas belas, desta coragem de viver, de poder estar na margem que se quer, contemplando a perturbação do rio. Saudade do futuro, entenda-se, porque Portugal precisa de mais vozes como a sua, que trazem a centelha da vida real, e não mais do mesmo, de gente que vive permanentemente em grupo e do grupo. Precisamos de intelectos que não sejam das cortes.
Por tudo isto fiquei muito contente com o prémio, que também foi surpresa para mim! Mas é bom sinal, bom sinal mesmo!

S. João

Savana, Angola
Antigamente ainda havia pessoas com duas datas de nascimento, o que já acabou, suponho eu. O meu pai é uma dessas pessoas, nascido a 23 de junho, por isso João, e registado a 25. Pai, espero que não te zangues com esta inconfidência pública. Parabéns! E venha o champanhe!

Timor: de exemplo para o mundo a sonho adiado?

Com tudo aquilo que se tem passado em Timor recentemente, passará aquela jovem nação de exemplo de sucesso no âmbito das acções de paz e desenvolvimento das Nações Unidas a um sonho frustrado? Não quero acreditar nisso, por razões que explicarei, das quais a primeira fica já explicitada: sou desde o início dos anos 90 um defensor da independência de Timor (antiga colónia portuguesa com uma história e identidades próprias), quando ainda muitos fechavam os olhos ao genocídio que, desde a invasão em 1975, a Indonésia perpetrava contra aquele pequeno e indefeso povo, apoiada sobretudo pelos Estados Unidos e pela Austrália. Em 1999, depois de um acordo entre Portugal e a Indonésia, sob a égide da ONU, que lhes dava a possibilidade de escolherem entre uma autonomia na Indonésia ou a independência, foram muitos os povos que estiveram ao seu lado (com os portugueses a mobilizarem-se de forma inédita), especialmente quando escolheram ser livres e foram massacrados numa estratégia maquiavélica dos militares indonésios com a conivência, até à última hora, de velhos comparsas.
Hoje, ao ver o que se passa na Ilha do Crocodilo, sou obrigado a recordar essas antigas contrariedades a que estiveram sujeitos. Porém, actualmente há muitos fazedores de opinião (inclusive portugueses) que defendem a tese de que o problema nada tem que ver com agentes externos e que a estratégia dos timorenses é sempre a mesma: não assumem a responsabilidade pelos seus problemas e disparam num qualquer inimigo externo. Nada mais ridículo!
Dir-me-ão que a actual situação é diferente porque o problema agora é entre timorenses apenas – de acordo. Mas é preciso ver que não falta quem se esteja a aproveitar dos problemas normais, tendo em conta as circunstâncias históricas, deste Estado jovem e incipiente, para tirar daí benefícios.
Timor passou por mais de 400 anos de colonização portuguesa e por 24 de opressão indonésia. Quer num quer noutro período não houve desenvolvimento estruturado, não houve formação de quadros técnicos, não houve educação, não se deu aos timorenses capacidade de decisão dos seus destinos! Agrava-se o cenário com toda a violência física e psicológica arquitectada para aniquilar a identidade e desejos independentistas dos timorenses. Após o referendo, com a colaboração das nações “amigas”, sob o chapéu internacional da ONU e dos seus profissionais da solidariedade, começou a difícil tarefa de construir um Estado a partir do zero, nomeadamente recrutando e formando os futuros quadros da administração pública, um exército, uma polícia, um governo transitório, e definindo as linhas orientadoras que traçariam a forma do futuro país. A tarefa, dados múltiplos condicionalismos, não era fácil. Terá havido bons exemplos da ajuda externa, com toda a certeza, mas houve bem mais ingerências excessivas, descontextualizadas e sem respeitar a vontade local, além de milhões e milhões de dólares (grande parte com sotaque português) deitados ao lixo em elevados vencimentos de funcionários que nada fizeram ou fizeram muito mal – nada de novo, diga-se de passagem. A frágil saúde do país recém formado, quando foi abandonado pelas Nações Unidas, contra a maioria das opiniões, incluindo a do Secretário Geral, sobretudo no que diz respeito à segurança interna, deu nisto. Não sendo esta a causa de todos os actuais problemas, certamente responsabilidade dos próprios timorenses, foi pelo menos uma boa “ajuda”.
Tendo vivido 3 anos em Timor, numa intensa relação com as pessoas (locais e estrangeiros), pude, além do que já sabia de leituras antigas, constatar as dificuldades inerentes à criação de um país livre, democrático e desenvolvido. Um dos países mais pobres do mundo, senão o mais pobre, procurando a sua identidade, com múltiplas divisões internas (mas não simplistas entre Lorosae e Loromonu, como agora se quer fazer crer; está criado um novo problema), que muita gente quer explorar para reinar.
Para a Austrália – e seus amigos –, que considera Timor o seu backyard, o problema de Timor é o seu primeiro-ministro Mari Alkatiri, que, nas palavras do seu homólogo, não sabe governar!
O governo – Mari já o admitiu – foi autista, deixou crescer um problema real dentro das forças de segurança, nem sempre ouviu o povo como devia, é um facto. Cometeu, entre outros, o erro grave de desvincular das FDTL cerca de um terço dos militares, abrindo, a par com o desemprego jovem e a pobreza generalizada, uma enorme brecha na sociedade timorense. A Fretilin, partido histórico no poder (ganhou as eleições com 54% dos votos em 2001), tem esquecido que na cultura timorense não funciona nada bem a máxima “the winner takes it all”. Os timorenses, e bem, não gostam que se ignore o perdedor, para não dizer que não gostam de modelos em que há perdedores, preferindo que todos saiam vencedores, contando com o contributo de todos para a construção dos seus ideais. Mas será isto suficiente para explicar o que se está a passar? Não!
Além disso, há eleições democráticas no próximo ano – porque não esperam os que querem opções diferentes? Porque há interferência externa – basta ver a campanha de intoxicação na imprensa australiana afecta ao governo – procurando usufruir da instabilidade ou instigando-a. O maior interessado é a Austrália e a sua política de polícia da região, assim como de domínio sobre os recursos naturais nela inscritos, caso do petróleo timorense – tudo isto com o apoio dos americanos! Não é despicienda para o caso a excelente negociação sobre a exploração do petróleo que Mari Alkatiri conduziu com sucesso, bem mais favorável aos interesses timorenses do que estava previsto, nem a sua clara opção pelo Português como língua oficial, criadora de identidade própria, nem ainda a sua não subserviência a interesses externos, venham de onde vierem. Curiosamente, o governo que acusam de não saber governar, ainda em Abril foi elogiado pelo Presidente do Banco Mundial: «Em poucos anos, o povo de Timor-Leste construiu das cinzas e destruição de 1999 uma economia funcional e uma vibrante democracia ». Do mesmo modo, a Comissão Europeia acabou de atribuir, a 19 de Maio, para o desenvolvimento das zonas rurais, 18 milhões de euros, tendo em conta que «desde a independência, em Maio de 2002, Timor-Leste tem feito progressos notáveis com vista à construção de um país forte e bem governado». Como diria um notável aveirense, «e esta hein?»
Para concluir, aquilo que mereceria uma abordagem bem mais completa, impossível pela escassez de espaço, pode dizer-se que o povo de Timor tem razões de queixa diversas (cabendo parte à governação), mas que só com a exploração externa das suas fragilidades e cobertura encapotada a revoltosos e bandidos comuns, somadas a silêncios e conivências internas, pode acontecer aquilo que nos é dado ver. É triste, porque como pude verificar no terreno – ninguém me disse -, os timorenses são um povo bom e não merecem isto!
Ângelo Eduardo Ferreira
Texto escrito há 3 semanas para o jornal O Aveiro

Vergonha deste Mundo louco


Fotografia de Martin Adler, em sua memória
Este Mundo está louco! É difícil, para quem está atento, manter a sanidade mental!
Este planeta infestado de gente brava, selvagem, má. Do chão sobe à atmosfera um cheiro fétido de maldade. Vem do mais profundo da "humanidade", do seu chão antigo.
Mais um jornalista assassinado, pelas costas, por gente fraca, cheia de veneno no corpo. Gente que tem como espinha o que de pior há no ser humano.
Morreu Martin Adler. Ler o texto de Francisco José Viegas.

Fotografia

Uma mulher no espelho
(Fotografia de Ângelo E. Ferreira)

O discurso de Xanana

Fica aqui o link para o discurso de Xanana, que nos é oferecido pelo blog do Público (grátis!). Não me parece muito correcto, nem acertado, nem pacificador, nem equilibrado, mas revela bem o que divide a comunidade timorense desde 75. R não tem nada de étnico (não disse ético).

24.6.06

Queremos a verdade!

Isto começa a cheirar a podre! Que estava estragado já todos sabiamos, mas a podridão começa a mostrar-se. Espero que Timor seja capaz de mostrar a verdade ao Mundo! Espero sinceramente que se venha a perceber a verdade dos factos.
Se Timor ficar mais uma vez envolto no mistério, não merecerá de ninguém qualquer tipo de apoio! Timorenses, abram os olhos! O Mundo pede-vos a verdade!
Xanana, queremos a verdade! O mundo quer a verdade, os timorenses precisam da verdade!!!Não há motivo, nem a sempre tão propalada reconciliação, que justifique a omissão da verdade!Nunca haverá paz!
Há dúvidas sobre isto?

Do Alto do Tatamailau sobre Timor

Este profundo conhecedor de Timor, dentro daquilo que é possível saber sobre Timor, escreve claro. Quem trabalha em Timor está bem por dentro dos diferentes filmes...

Vale a pena dar um salto ao Tatamailau, para ver lá do alto:
«... para quem possa interessar-se, incluindo os que perderam o exemplar que tinham em cima do "pechiché" :-)»
E deixa extractos da Constituição.

Paulo Gorjão sobre Timor

«Sejamos claros

[911] -- A demissão de Mari Alkatiri desbloqueia a actual situação, felizmente, mas não resolve a crise timorense. Quanto a isso não haja ilusões. O epílogo -- ou talvez não... -- terá lugar nas próximas eleições legislativas, que ocorrerão em 2007 se se mantiver o actual calendário eleitoral.Nessa altura, Xanana Gusmão terá de se empenhar pessoalmente na campanha eleitoral para as eleições legislativas, apoiando de forma clara, um partido, um programa e um candidato a Primeiro-Ministro. Pura e simplesmente, Xanana Gusmão não pode deixar ganhar a FRETILIN.Dito isto, os perigos são óbvios: Xanana Gusmão corre o risco de a FRETILIN voltar a ganhar, o que tornaria a sua situação pessoal e política muito complicada.A procissão ainda vai no adro.»
E também:
«O DIA MAIS LONGO DAS SUAS VIDAS[910] -- Sexta-feira, 23 de Junho de 2006. O dia mais longo das suas vidas. Mais um. Ao ponto a que a situação chegou já pouco espaço resta para que se possa recuar salvando a face. Infelizmente, o braço de ferro só terá vencidos. Mesmo o vencedor, seja ele quem for, já perdeu. Espaço político. Credibilidade.
Austrália, Indonésia e Portugal repetem até à exaustão que deverão ser os timorenses a encontrar uma solução para os seus problemas. Sim, é verdade. Mas não sei se não seria útil equacionar também a possibilidade de se enviar um mediador internacional de reconhecido prestígio e acima de qualquer suspeita de favorecimento de uma das partes. A ONU facilmente encontraria uma mão cheia de nomes que seguramente aceitariam o desafio. Bill Clinton, por exemplo, seria uma excelente opção.»

Ana Gomes sobre Timor

Também vale a pena ler estas e outras afirmações de Ana Gomes, no Causa Nossa:

«Há muito que se sabia que Rogério Lobato estava a aproveitar-se da supervisão da Polícia e dos contratos de equipamento da Polícia para armar milícias privadas e fomentar a divisão "lorosae -loromunu" (ele poderia tornar-se o braço armado dos loromunus, explicaram-me membros do Governo em Dili recentemente). Todos os Ministros o sabiam. E o Primeiro-Ministro também: conversamos várias vezes sobre aquele inquietante personagem, a última ainda há semanas, já a crise estava instalada.. Mari Alkatiri julgaria porventura que, tendo-o por perto, melhor o controlaria. Como eu repetidamente avisei, acabaria antes refém dele.»
E esta baixaria:
«Malai Azul ou cor de bicho peçonhento ? (...)
(...) Oh Malai Azul , dá lá a cara para vermos se és mesmo azul, verde, cor de burro quando arrota ou cor de bicho peçonhento!»

Do Timor Online

Vale a pena ler a declaração de princípio do blog Timor online:
Sobre as nossas convicções, de uma vez por todas.
Aquilo que ACREDITAMOS ser a melhor solução para Timor-Leste, passa pelo entendimento entre todos os orgãos de soberania democraticamente eleitos. Mesmo que esse entendimento tenha de passar por cima das desavenças pessoais dos seus responsáveis. E que a destituição de qualquer um dos seus reponsáveis deve ser feito no quadro constitucional.
Também acreditamos que existe da parte do governo australiano um interesse em agravar a crise, apoiando, financiando e organizando grupos que provocam incidentes, de forma a provocar uma situação de caos que lhes permita controlar politicamente Timor-Leste.
Assistimos diariamente a episódios, declarações e actos subversivos que pretendem aniquilar as instituições de Timor-Leste.
Vivemos em Timor-Leste há alguns anos. E, orgulhosamente, não reduzimos as nossas amizades, intimidades e solidariedariedades, à comunidade portuguesa, que tem sido uma peça fundamental para travar a démarche da "ocupação".Estamos informados, e termos opinião não faz de nós tendenciosos.Somos muitos e temos a mania de nos darmos com muitos e de andarmos sempre de um lado para o outro.
Estamos convictos do papel fundamental do Presidente Xanana Gusmão nos destinos de Timor-Leste e não temos sombra de dúvida da sua importância na História do país. Jamais pensaremos, apesar de criticarmos as suas últimas atitudes, que o faça consciente de estar a prejudicar o povo timorense.Mas, também estamos convictos, de que Timor-Leste precisa de Mari Alkatiri como responsável do Executivo de Timor-Leste, de Francisco Lu'Olo como Presidente do Parlamento Nacional.
Não nos esquecemos também de salientar a importância de José Ramos-Horta, internamente e para o exterior.Para nós, a raíz das crises internas entre os políticos timorenses, remonta ao tempo da luta pela indepêndencia, onde nunca ficou resolvido e reconhecido por todos a importância dos vários grupos e diásporas na resistência contra o invasor.

«CPLP tem de intervir»

A Ministra de Estado e da Administração Pública de Timor-Leste, Ana Pessoa, reafirmou na reunião da CPLP extraordinária que:
«num país como o nosso, que está a criar o seu Estado, a consolidar-se como nação, a língua representa um factor identitário, estruturante, e as nossas opções tem sido muito criticadas por quem não vê com bons olhos a nossa soberania. É para reafirmar a comunidade e a nossa ligação com ela que é importante a presença da CPLP em Timor».
Uma presença que não deve ser simbólica ou para expressar uma mera solidariedade retórica, mas sim efectiva e activa. Para garantir que a missão da ONU sirva «os interesses de Timor, da sua viabilidade e desenvolvimento e não os de uma potencia ou outra».
(ler com maior pormenor aqui)

23.6.06

Tirem as vossas conclusões

Se quiserem perder algum tempo: Four Corners, o filme!
É triste, tudo isto é muito triste e preocupante!
Fica o desejo profundo que tudo se resolva com o menor sofriemtno possível do povo!
Temos de ter esperança!

22.6.06

Sugestão Timor

Tendo em conta os recentes movimentos, gostava de fazer uma sugestão aos timorenses e aos internacionais que estão em Timor. Organizem, para entregar a entidades oficiais, parlamento e representações diplomáticas, um abaixo-assinado conjunto pela permanência quer do Presidente quer do Primeiro Ministro nos seus cargos!
Uma mensagem política clara de que tudo se resolverá com:
Debate público sobre as causas da crise;
Averiguação das responsabilidades na crise, nomeadamente na violência gerada;
Respeito pela lei;
Eleições democráticas onde o povo é soberano;
A união entre todos os timorenses, independentemente dos líderes;
União pela Paz!

Isto está a ficar bonito!

A carta
Eduardo Dâmaso no DN
A situação política em Timor não pára de surpreender. O novo episódio da crise é epistolar - uma carta de Xanana a Alkatiri a exigir-lhe a demissão com base num programa da televisão australiana em que é afirmado que o primeiro-ministro teria promovido a distribuição de armas a militares da Fretilin.O assunto da entrega das armas é melindroso e está a ser investigado pelas autoridades judiciais timorenses. Não há ainda nenhuma espécie de conclusão, mas o Presidente da República, que tem a especial obrigação de manter a serenidade e ser o garante das instituições, pôs o país em alvoroço dizendo em papel timbrado e com a solenidade das declara- ções de Estado o que a sua mulher diz habitualmente na cozinha lá de casa ou em incursões pelos bairros pobres de Díli. Xanana escreve a carta num tom idêntico ao das declarações recentes da sua mulher, a australiana Kirsty Sword, sobre Alkatiri, em que esta não só disse que o primeiro-ministro devia demitir-se como anunciava que, caso não o fizesse, seria demitido pelo seu marido.As relações de Estado em Timor já tinham descido ao mais baixo nível de paroquialidade quando se percebeu que em muito dependiam da vida do- méstica do Presidente. Agora passaram para a fase mais preocupante: o tom simplório com que têm sido comentadas as relações institucionais saiu mesmo da cozinha do Presidente e entrou nas instituições.A carta de Xanana - que o DN publica nesta edição - representa a triste paródia a que chegou a política timorense. Um país que está à beira de uma guerra civil é atravessado por ódios mortais ao nível das mais altas figuras do Estado, fomentados por guerras antigas ou por interesses económicos e diplomáticos da Austrália.Com este comportamento Xanana Gusmão volta a incendiar o clima político em termos que podem ser incontroláveis num país onde há centenas de civis armados, polícias e militares amotinados, rivalidades étnicas, invejas pessoais e que se transformou num palco de obscuras manobras diplomáticas. Com uma liderança que gere ódios o povo só pode mesmo é procurar abrigo do seu próprio medo. O braço-de-ferro entre Xanana e Alkatiri chegou a um ponto de não retorno e pode mesmo acabar num banho de sangue. E, até aqui, quem se tem esforçado por evitar tal tragédia tem sido Alkatiri e não o Presidente de Timor- -Leste.

Isto está a ficar bonito!

Xanana Gusmão anuncia intenção de se demitir
22.06.2006 - 10h40 Lusa via Público

O Presidente timorense Xanana Gusmão anunciou hoje a intenção de se demitir.
Este anúncio do Presidente timorense surge depois da Fretilin ter hoje anunciado que o primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, não se vai demitir do cargo, conforme exigência de Xanana Gusmão."Eu vou mandar um documento ao Parlamento Nacional, para informar que vou sair de Presidente da República, porque tenho vergonha pelo que o Estado está a fazer ao povo e eu não tenho coragem para enfrentar o povo", diz Xanana Gusmão na mensagem."Peço responsabilidades ao vosso camarada Mari Alkatiri pela crise que estamos a viver, relativamente à sobrevivência do Estado de direito democrático", lê-se na mensagem que Xanana Gusmão está a comunicar ao país, a que a Lusa teve acesso.

~
Lá vai o Alkatiri ter de sair para não passar por mau da fita.

Timor-Leste: textos importantes

1. Mari Alkatiri não se demite do cargo de primeiro-ministro, no Público
2. A cartinha do presidente, assim como está, será mesmo dele? É que quem ler o assunto fica perturbado e não percebe depois o teor da carta... no
Expresso

3.

Prime Minister Alkatiri makes President Gusmao think twice no Timor Online (também traduzido)

Today began looking very bad. The news was that on Tuesday June 20, the President sent an envelope to the Prime Minister containing a video tape of the June 19 4 Corners program from ABC TV in Australia, and a letter reaquiring him to resign by 5pm or he would be sacked. This amounts to a threat to breach of the Constitution. The 4 Corners program alleges that Fretilin created hit squads on the orders of Mari Alkatiri the Prime Minister and party general secretary.Perhaps fortunately, the Prime Minister did not open the envelope until later that night, well after 5pm. However, the President had taken no action at the deadline.A meeting of the Council of State was convened at about 10.30 am on June 21 - it is a 15 person adivsory council for the President and makes no decision. At the meeting, the President repeated his request for the Prime Minister to resign. The Prime Minister declined the request.The President then said that if the Prime Minister would not resign, then he would resign. But the Prime Minister told him not to do that by any means, and that he would resign first. The Foreign Minister proposed that Alkatiri hand over to two Vice Prime Ministers.The Prime Minister told that they had to realise that if he resigned under these circumstances that his whole government would resign, and the FRETILIN members would be antagonised, the Budget may not pass through the Parliament and the Electoral Law will be dealyed, and all in all this would not be good for the country or make things any better.That prospect surprised both the President and the Foreign Minister.The Prime Minister said that it was not up to him alone to decide whether to resign, and he had to consult with FRETILIN and with the Cabinet (Council of Ministers).The meeting ended with the Prime Minister undertaking to inform the President of the decision after these consultations. The FRETILIN National Political Commission will meet on June 22 in the morning, and in the afternoon the Prime Minister and the President of the Parliament will inform the President of their views of the NPC. On Friday morning the Cabinet will meet. On Saturday the FRETILIN Central Committee will meet. So perhaps on Sunday or Monday there will be an announcement of the outcome of this process.However, the psychology of the day went against the President. He has demanded the resignation of the Prime Minister two days in a row and he has not received it. Neither the President nor Foreign Minister were talking to the media or the Australian Embassy after the Council of State meeting today.The Australian military has been more and more aggressive in telling people that Alkatiri is the 'ex-Prime Minister' or demanding that people tell them who they support. They raised the Australian Flag at the Non-Formal Education building at Vilaverde today, after stopping the Timorese flag from being raised. This compound is being used by the Education Ministry, and also used as a dormitory for some Australian soldiers.On June 9 two Australian helicopters flew to Lospalos at the eastern end of the island to tell people there to support the President and oppose the Prime Minister. They were surprised by a very angry reaction and had to make a hasty departure.He is at his home and has visited other homes in the area today, but he has Australian soldiers at his house. The Prosecutor-General said on TV on the night news on Juen 21 that there was an arrest warrant for Lobato but it had not been implemented.At about 6pm on June 21, some people tried to burn down the Prosecutor-General's home, but the fire brigade put out the fire in time. There was a threat to burn his house on June 20. There is anger at him for not arresting the Prime Minister and not arresting Lobato. There were many homes burnt in Dili again this evening.As far as I can tell from FRETILIN people, there is very strong support for Mari Alkatiri, and there is a determination to resolve the current tension with the President in a way which will uphold the Constitution, respect the position of FRETILIN, help to end the sustained period of crisis in the country, and really enable the 2007 elections to take place.The danger is that the forces that want to change the government will not give up, especially now that they have pushed the President to the very brink of breaking the Constitution.

Peter Murphy - Dili, June 21, 2006

4. Xanana acusa direcção da Fretilin de falta de legitimidade e compra de votos no Público

5. Acusação de Xanan é grave diz Alkatiri no Público

21.6.06

Parabéns Angola


A selecção de Angola está de PARABÉNS.
Excelente prestação no mundial.
E apesar de não passar para os oitavos-de-final juntamente com Portugal, que também está de PARABÉNS, já valeu a pena chegar até aqui.

Timor-Leste: textos importantes

A leitura dos últimos documentos sobre a questão de Timor pode ser feita no timor Online, com link aqui do lado direito. Veja-se os pretensos documentos que norteiam a decisão de Xanana Gusmão de exigir a demissão de Mari Alkatiri.
Uma coisa me deixa muito preocupado: quem está por detrás, realmente, do que está a acontecer? Porquê?
Ainda é possível defender que é tudo descontentamento de militares, da população? O que se passa afinal?
Parece-me que há muitos outros interesses por detrás disto!

19.6.06

Timor

Sol Muiot
(de Marisa Ferreira, homenagem a Timor, no Cor de Mar)
Um boneco para crianças feito com panos tradicionais timorenses (Tais).

Tapada de Mafra


Tapada de Mafra
(Fotografia de Susana Serrazina, 2006)

A Tapada de Mafra voltou a ter a sua beleza natural após os intensos fogos de 2003, onde mais de metade da área total fora queimada. Excelente trabalho de recuperação.

Timor, apelo da selecção portuguesa

A selecção portuguesa de futebol, a pedido do Presidente Xanana Gusmão, exibiu numa conferência de imprensa o seguinte apelo:
"Timor-Leste klamar Ida Deit, Povu Ida Deit"
(Timor-Leste uma só alma, um só povo)
O Pantalassa subscreve a mensagem exibida pelos jogadores Ricardo Carvalho e Jorge Andrade!

17.6.06

Selecção apoia Timor

Figo com salenda timorense
Entregue por três motociclistas portugueses que se deslocaram à Alemanha de vespa, numa iniciativa da Câmara municipal de Lisboa. Uma mensagem de apoio aos timorenses, para que se mantenham unidos pela paz e pelo desenvolvimento. Belo gesto! A ler no site da FPF.

16.6.06

Fotografias de Timor e cartas de Díli


Nem loromonu nem lorosae, há poucos meses atrás

Campo de refugiados, Díli, Timor-Leste

Não percebo, mas mesmo com muitas forças internacionais aqui, em Timor, as acções violentas ainda continuam a acontecer.
Até agora ainda há muitas populações timorenses que estão nos campos de refugiados.
O que eu não percebo, agora, é que todos os dia muitas famílias da parte leste (Baucau, Viqueque e Lospalos) sairam de Dili para zona de onde eles são. Será que vai haver acções de vingança? É verdade que até agora ninguém se sente seguro em Timor.
Agora nós nunca esperamos na rua o sol descer, porque a partir dessa hora começamos a sentir muito medo de enfrentar a noite.
Ontem, um amigo meu (tropa australiano que faz a segurança no edifício onde eu trabalho) deu-me um livro. O livro é em Inglês, e é sobre uma história de guerra. É o primeiro livro que eu tenho depois de esta situação aparecer. Agradeço muito, pelo menos, antes de dormir, tenho uma coisa de fazer que não seja só jogar as cartas com os meus irmãos e os meus colegas no campo refugiados.
Parece nós temos muito coragem, mas afinal estamos com muito medo de enfrentar os dias que vêm. Procuramos o resto da força que temos para enfrentar o dia a dia aqui em Timor.

(via e-mail)

Timor-Leste: textos importantes


Parlamento Europeu quer força da ONU em Timor
Civis devem ser desarmados in Expresso
(texto integral em Povos*Lusofonia)

Novo blog sobre Timor

14.6.06

O Público Decide: A China Aspira ao Império!

Debate
19 Junho 2006 Livraria Almedina, Atrium Saldanha

Os debates
O PÚBLICO DECIDE são uma iniciativa do IPRI-UNL que pretende promover a discussão pública sobre temas de política internacional. Os debates são abertos à participação de todos os interessados, tendo como principal objectivo a apresentação dos mais variados argumentos, de defesa ou oposição, face à moção em discussão. Em cada iniciativa de O PÚBLICO DECIDE estarão, frente a frente, duas equipas de investigadores em relações internacionais. Qual será a vencedora? O PÚBLICO DECIDE...
~

Fotografias de Aveiro

Aveiro, Cheias de 1938
(fotografias que recebi por e-mail sem referência ao autor)

Timor

Escrevi o texto que se segue no Timor Online, que teve a respectiva resposta do Paulo Gorjão, que eu edito abaixo:

Subtilmente, o Paulo, que é excelente, vai-se tornando adepto do peso excessivo da Austrália nesta questão. É bom de ver. Porque há afirmações que às vezes se baseiam excessivamente na análise macro da política internacional, escamuteando aspectos importantes locais e a vertente da razão. Ninguém discute que esta situação se inicia com erros timorenses, portanto da sua exclusiva responsabilidade. Mas teriam esses erros o mesmo eco de violência se não fossem interesses externos e apoios declarados a pessoas que partem para a resolução de eventuais problemas pela "porrada"? Essa é que é a questão!Os erros dos timorenses, seja do governo, seja de todos os outros, devem ser resolvidos pelas instituições democráticas, num quadro de referência, nomeadamente legal e funcional, internacionalmente aceite pelas Nações Unidas. Aqui entra outro problema: parece-me que ainda há poucos meses o governo de Timor pediu continuidade na Missão da ONU! Quem foi contra?Não é preciso grandes teses...
~
Reposta do Paulo Gorjão, que eu agradeço:
Eu nunca ignorei o «peso excessivo» da Austrália. O que eu sempre critiquei foi a tese que vê em Camberra o epicentro de uma estratégia activa, de uma urdidura, cujo fim consistia em derrubar Alkatiri, sobretudo por motivos de ordem petrolífera.Pura e simplesmente, a história não encaixa no perfil do personagem.Dito isto, não tenho dúvidas nenhumas de que, por meios não militares, a Austrália procura salvaguardar os seus interesses em Timor.E que, obviamente, isso é por vezes asfixiante do ponto de vista de Timor.Dito isto, a procissão ainda vai no adro...
Paulo Gorjão

13.6.06

Fotografias de Aveiro

Ria de Aveiro
(Fotografia de Ângelo E. Ferreira)
Num fim de tarde bem diferente do de hoje, o sol partindo para outras paragens, outros portos, levado na pele de marinheiros. Ah os barcos, quanta magia trazem ao meu olhar, quanta denúncia de mistérios distantes, aguardando. A minha vida não teria sentido sem aquele mar, um mar que remete sempre os lugares para o campo das letras, da labuta dura dos pescadores para viagens aventurosas de velhos lobos do mar. A vida logo transformada, naquilo que ela quase nunca é, sendo. A minha vida tem que estar sempre olhando o mar. E nele, barcos chegando, barcos estando, barcos partindo.

Alguma luz, at last...

Via Timor Online, da resolução aprovada pelo Parlamento timorense:
«A resolução defende, nomeadamente, que as forças militares internacionais, constituídas por efectivos da Austrália, Malásia e Nova Zelândia, retirem para um perímetro de segurança à volta da capital, "deixando que a GNR e as demais polícias presentes no país actuem em toda a cidade de Díli de forma eficiente e sem impedimentos".»

Alguma luz, at last...

Concordo inteiramente. Paulo gorjão no Bloguítica:

«TIMOR-LESTE, AGAIN, AND AGAIN, AND AGAIN...
[862] -- O Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, e o Presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, têm -- finalmente -- um encontro agendado para o próximo fim de semana. Eis a Indonésia, discretamente, a mover as suas peças no tabuleiro.A Austrália seguirá com muita atenção os sinais de fumo resultantes deste encontro, nomeadamente porque está para ser assinado, salvo erro em Julho, um Tratado de Defesa entre Jacarta e Camberra que é, sem qualquer margem para dúvidas, um momento histórico, ansiosamente desejado por Camberra.O encontro foi solicitado por Xanana Gusmão -- que parece estar a readquirir alguma serenidade política depois de alguns dias de aparente desnorte -- com o intuito de informar a Indonésia sobre o que se está a passar em Timor-Leste. Evidentemente, mais do que «informar», Díli quer envolver Jacarta no curso dos acontecimentos, nomeadamente para contrabalançar o peso de Camberra.Sem surpresas, a Indonésia aceitou sem reservas aparentes o pedido de encontro. Do ponto de vista de Jacarta, importa lembrar à Austrália que o seu droit de regard em Timor-Leste tem limites e que a «boa vontade» indonésia tem sido fundamental para a resolução da crise...Eis que as coisas começam a tornar-se interessantes.»

12.6.06

Cartas de Díli


Apoio à selecção Portuguesa. Nem lorosae nem loromonu
(fotografia enviada de Díli)

Diz-me um amigo num e-mail:
«Tenho saudades de vida na universidade, aí nós os timorenses estão juntos a estudar para melhorar a nossa vida e o nosso querido país Timor-leste.
Com esta situação, alguns amigos começam a desconfiar dos outros amigos que não são de mesma zona (Leste ou Oeste) de distrito em Timor.
Ao ver as nossas fotografias, os Loromonu’s e os Lorosae’s estão juntos com sorriso de fraternidade.
Fomos irmãos, mas eu queria que ainda fossemos irmãos até o fim do mundo.
Agora isso tudo já mudou. Mesmo ainda contactar uns com os outros mas já não seja igual com os dias anteriores.
Será que um dia isso tudo voltar a acontecer?»

Fotografias de Timor


Refugiados assistindo ao Portugal-Angola. Díli, Timor-Leste.
(Fotografia enviada de Díli por DD)

Portugal ganhou por 1-0 a Angola num jogo sem grande espectacularidade, mas onde se suou muito e todos fizeram o seu melhor, dadas as circunstâncias, especialmente a ansiedade do primeiro jogo e de se estar perante um jogo entre dois países de língua portuguesa.